domingo, 15 de dezembro de 2013

Reserva Extrativista Chico Mendes, Um legado deixado por Chico


A Reserva Extrativista Chico Mendes é um dos legados da tragédia de 22 de dezembro de 1988, quando um tiro de escopeta encerrou, em Xapuri, a luta de Chico Mendes contra a destruição nos seringais do Acre. Segundo antepassados, Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, acreditava que a sobrevivência do caboclo dependia da mata em pé. 

Hoje já estamos em 2013, já se passaram quase 25 anos da morte do seringueiro Chico e este sonho de permanecer com a mata em pé torna-se cada vez mais difícil, pois nos dias de hoje  é bastante comum vermos o padecimento das patas do boi e das lâminas de motosserras sobre a mata. Enquanto a borracha sucumbe à lógica de mercado, a pecuária, a extração de madeira e a modernidade conquistam corações e mentes dos povos da floresta, incluindo seringueiros que lutaram ao lado de Chico. como por exemplo....deixa pra lá.



Foto: Paula Pinheiro/ Instituto Chico Mendes
Criada em 1990, a reserva extrativista possui uma extensão de quase um milhão de hectares. Dentro dela, vivem cerca de 10 mil pessoas, estas que dividem espaço com vegetais e animais, além de viverem cercadas por aproximadamente 20 mil cabeças de gado.   Dados do Instituto Chico Mendes comprovam que 7% de área desta reserva encontra-se totalmente devastada. Apontam ainda que nos seringais Nova Esperança, Santa Fé e Rubicom, o desmate já ultrapassa 50% do território.

Nenhum comentário:

Postar um comentário