Pequenos Contos


Espelho humano

Acordava cedo todos os dias, fazia o café e tomava com sua família antes de ir ao trabalho. Ele era funcionário público a mais de 35 anos e isso fazia dele um exemplo de trabalhador. Todos o admiravam por sua bela atitude, pois na região onde morava era direito do servidor se aposentar com 30 anos de atuação. No entanto, Beto nunca quis fazer uso deste artifício, pois carregava em sua memória a frase dita por seu Pai “Trabalho por amor ao meu serviço e não por dinheiro”.

Ele era exemplo de homem, dedicado, honesto, humilde e muito bondoso para com todas as pessoas de Lagoinha, sua cidade. De tão bom que era a vida lhe pregou uma triste e trágica situação: Certo dia ele estava trabalhando quando de repente seu colega foi atingido por uma barra de ferro, esta que caíra da parte superior da construção de onde trabalhavam.

Com a enorme ânsia de ajudar e mesmo correndo risco de vida, pois a qualquer momento poderia cair à outra barra que estava se apoiando apenas em um pedaço de corda velha, o destemido trabalhador correu mais que depressa ao encontro de seu colega para lhe prestar socorro, porém, quando chega e tem seu primeiro contato com Henrique, seu amigo, algo inesperado aconteceu, a outra barra acabara de cair sobre os dois. O acidente que marcou a cidade de Lagoinha aconteceu a 8 km de sua residência.

Sua família estava em casa assistindo TV sem saber de nada e quando soube correu imediatamente para o local, mas infelizmente já era tarde e o grande Beto acabara de partir para outro mundo.

Beto deixou além de saudades, sua esposa e dois filhos, Renato e Diogo, além de muitos ensinamentos que em vida transmitia à sua comunidade.

Por: Jonathan Matheus Rodrigues Pinheiro

23 de Março de 2013

Um comentário:

  1. Aquele texto sobre um tal Professor Jonas também é ficção? Criação sua?

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